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Bad Bunny ressalta que América não é apenas EUA em grande show no Super Bowl

Apresentação histórica foi a primeira em espanhol no evento e teve participações de Lady Gaga e Ricky Martin

Cantor porto-riquenho Bad Bunny em show do intervalo no Super Bowl no Levi's Stadium, em Santa Clara, na Califórnia | 8.fev.2026/Reprodução
Cantor porto-riquenho Bad Bunny (centro) em show do intervalo no Super Bowl no Levi's Stadium, em Santa Clara, na Califórnia | 8.fev.2026/Reprodução

Bad Bunny fez de seu show no intervalo do Super Bowl, a final da NFL (National Football League, a liga de futebol americano dos Estados Unidos), um manifesto cultural e político neste domingo (8). Em um espetáculo que se tornou o primeiro da história do evento a ser predominantemente em espanhol, o artista porto-riquenho usou o palco de maior audiência do país para celebrar a identidade latino-americana.

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A performance aconteceu no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia, durante a partida em que o Seattle Seahawks venceu o New England Patriots por 29 a 13. O show, que durou cerca de 13 minutos, foi assistido por um recorde de 135,4 milhões de espectadores, segundo a NBC Sports, superando a marca de Kendrick Lamar em 2025.

A apresentação começou com “Tití Me Preguntó”, em um cenário que recriava a atmosfera de Porto Rico. O repertório navegou entre o reggaeton de pista e a salsa de salão, passando por hits como “Safaera” e “Yo Perreo Sola”. O palco contou com a “La Casita”, uma casa rosa cenográfica que abrigou celebridades latinas como Cardi B, Karol G e o ator Pedro Pascal.

O primeiro grande convidado da noite foi Ricky Martin, que se juntou ao conterrâneo para cantar “Lo Que Le Pasó a Hawaii”. Mas a maior surpresa foi a aparição de Lady Gaga, que apresentou uma versão em salsa de seu hit “Die With a Smile”, antes de emendar com Bad Bunny o sucesso “Baile Inolvidable”.

Bola de futebol americano, com o dizer "Juntos nós somos a América", que cantor porto-riquenho Bad Bunny mostrou em show do intervalo no Super Bowl no Levi's Stadium, em Santa Clara, na Califórnia | 8.fev.2026/Reprodução
Bola de futebol americano, com o dizer “Juntos nós somos a América”, que cantor porto-riquenho Bad Bunny mostrou em show do intervalo no Super Bowl no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia | 8.fev.2026/Reprodução

O ápice político do show veio ao fim da apresentação. Enquanto seus dançarinos erguiam bandeiras de todos os países do continente, incluindo o Brasil, Bad Bunny listou cada uma das nações, ressignificando o lema “God Bless America” (Deus abençoe a América).

A manifestação foi uma resposta direta aos ataques que o artista vinha sofrendo de setores conservadores e do presidente Donald Trump. O porto-riquenho, que é um crítico das políticas de imigração dos EUA, já havia se posicionado de forma contundente no Grammy, na semana anterior.

Ao receber um de seus três prêmios na cerimônia, ele declarou: “Antes de dizer ‘obrigado, Deus’, vou dizer: fora, ICE. Não somos selvagens, não somos animais, nós somos seres humanos, somos americanos”.

A performance no Super Bowl dá continuidade a um momento de grande sucesso do cantor. Seu álbum “Debí Tirar Más Fotos” fez história ao se tornar o primeiro disco em espanhol a vencer a categoria de álbum do ano no Grammy.

Atualmente, o artista está em uma extensa turnê mundial, que passa pelo Brasil com dois shows em São Paulo, nos dias 20 e 21 de fevereiro. A excursão, no entanto, não inclui os Estados Unidos por uma decisão política do cantor.

“Existe a questão do ICE. E se o ICE ficar na porta do meu show? Isso é algo que me preocupa muito”, explicou o artista em entrevista, referindo-se ao Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas. A preocupação motivou o governo Trump a confirmar a presença de agentes no Super Bowl.

Em vez de uma turnê pelos EUA, Bad Bunny realizou uma longa residência de 30 shows em seu país natal, Porto Rico, para celebrar o álbum com seu povo.

A reação de Trump

A manifestação de Bad Bunny não passou despercebida por Donald Trump. Em sua rede social, o presidente classificou a performance como “terrível” e a “pior apresentação de todos os tempos”. “É uma afronta à grandeza da América e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência”, escreveu.

Trump continuou as críticas: “Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo, e a dança é nojenta, especialmente para as crianças pequenas que estão vendo em todo o país e no mundo inteiro”. A reação ecoou críticas que ele já havia feito antes do evento, quando chamou a escolha do artista de “ridícula”.

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Setlist do Bad Bunny no Super Bowl 2026

  1. Tití Me Preguntó
  2. Yo Perreo Sola
  3. Safaera
  4. Party
  5. Voy a Llevarte Pa’ PR
  6. EoO
  7. Monaco
  8. Die With a Smile (com Lady Gaga)
  9. Baile Inolvidable
  10. Nuevayol
  11. Lo Que le Pasó a Hawaii (com Ricky Martin)
  12. El Apagón
  13. Café con Ron
  14. Debí Tirar Más Fotos

ASsista ao show completo de Bad Bunny no Super Bowl 2026

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