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Sublime traz brisa da Califórnia a SP e embala com hits dos anos 90 ‘Santeria’ e ‘What I Got’

Banda americana se apresentou pela primeira vez no país com o filho de vocalista original, Bradley Nowell (1968-1996)

Vocalista e guitarrista Jakob Nowell em show do Sublime no Allianz Parque, em São Paulo | 8.mar.2025/Divulgação
Vocalista e guitarrista Jakob Nowell em show do Sublime no Allianz Parque, em São Paulo | 8.mar.2025/Divulgação

O Sublime levou a brisa da Califórnia ao Allianz Parque, em São Paulo, na espécie de festival, chamado pelos fãs de Punk Is Coming, que teve o Offspring como grande nome da noite deste sábado (8). O show marcou a estreia da nova formação do grupo no Brasil, agora liderado por Jakob Nowell (guitarra e vocal), filho do lendário Bradley Nowell (1968-1996).

Ao lado dos membros originais e “tios” Eric Wilson (baixo) e Bud Gaugh (bateria), Jakob mostrou carisma e um timbre de voz que remete ao do pai de forma incrível. Mesmo destoando da pegada mais agressiva das outras atrações do dia, o Sublime justificou a escalação com um show recheado de hits e participação do guitarrista do Offspring, Noodles, em “What I Got”.

Os latidos de Lou Dog, o cachorro símbolo da banda, saindo das caixas de som anunciaram o começo da performance às 19h39 e a banda subiu ao palco para abrir a apresentação com o clássico “Garden Grove”, para alegria de parte dos 40 mil fãs de música no estádio do Palmeiras.

Baixista Eric Wilson em show do Sublime no Allianz Parque, em São Paulo | 8.mar.2025/Divulgação
Baixista Eric Wilson em show do Sublime no Allianz Parque, em São Paulo | 8.mar.2025/Divulgação

O hit “Wrong Way” veio na sequência com seu ska fazendo o público dançar e cantar. A chapada “April 29, 1992 (Miami)” seguiu harmonizando com o cheiro de diversos tipos de maconha, algumas com aroma californiano, que predominava na pista. Em “5446 That’s My Number/Ball And Chain”, logo depois, Jakob impressionou pela capacidade vocal na parte mais rápida e aguda da canção.

“Right Back”, “Badfish”, “Burritos” ocuparam bem o setlist, assim como “Pawn Shop”, momento em que o talento de Jakob na guitarra se mostra menor que o do pai, o que não atrapalha em nada na performance da música, cantada e festejada pelo público.

Um dos momentos mais festejados pelo público foram com o hit “Doin Time”. O clima ficou um pouco mais selvagem com o ska punk “Date Rape” impulsionando a formação de algumas rodas punk, que retornaram com força em “Same in the End” e foram dispersadas com o hit “Santeria” para finalizar.

A volta do Sublime com Jakob no lugar de seu pai surpreendeu o mundo da música. A estreia oficial da nova formação ocorreu em abril de 2024, no festival Coachella, na Califórnia, com direito a transmissão mundial pelo YouTube e excelente repercussão entre os fãs.

Em entrevistas, Jakob tem enfatizado que seu objetivo não é substituir Bradley, mas sim manter vivo o legado da banda e reintroduzir sua música para uma nova geração.

“Meu pai foi o único vocalista do Sublime. Eu estou aqui apenas para cumprir um papel e depois tentar ver onde podemos chegar com isso”, disse Jakob à San Diego Magazine. “A cena que ele criou foi importante e ficou adormecida por um tempo. Parte de revitalizar o Sublime é trazer atenção para a subcultura californiana que ele ajudou a construir e usá-la como uma ferramenta para ajudar as pessoas”, afirmou à Los Angeles Magazine.

Após a apresentação em São Paulo, o Sublime segue para Curitiba, onde se apresenta neste domingo (9) ao lado do mesmo lineup de bandas que tocaram na capital paulista: além do Offspring, Rise Against, The Damned, Amyl and the Sniffers e The Warning. Na terça-feira (11), o anfitrião Offspring ainda vai a Porto Alegre, com abertura das mexicanas do The Warning.

 

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