Uma das bandas de rock mais queridas pelos brasileiros, o Offspring se apresentou neste sábado (8) no Allianz Parque, em São Paulo, com a turnê “Supercharged Worldwide in ’25”. O relógio marcava 21h32 quando o grupo liderado por Dexter Holland (vocais e guitarra) e Kevin Wasserman, mais conhecido como Noodles (guitarra), subiu ao palco e deu início ao show com a enérgica “All I Want”, incendiando as primeiras rodas punk da noite em meio aos 40 mil rockeiros no estádio.
Em seguida, vieram “Come Out and Play”, do “Smash”, “Want You Bad”, do “Conspiracy of One” (2000), e “Staring at the Sun”, do “Americana” (1998). Três hits que mantiveram a energia do público e prepararam o terreno para a rara “Mota”, para delírio dos fãs mais fervorosos.
A canção em homenagem aos fãs brasileiros, “Come to Brazil”, emendada na sequência, marcou o momento em que a cenografia mais elaborada, a la Iron Maiden, entrou em cena. “Hit That” e “Original Prankster” serviram para o público dar uma respirada que, mesmo assim, continuou pulando e cantando, mas movidos por um BPM menos elevado.
“Make It All Right”, logo depois de uma rápida inserção de White Stripe, manteve a vibe mais calma e lúdica com chuva de papel e introduziu o medley brincalhão de Noodles que contou com trechos de “Smoke on the Water”, do Deep Purple, “Iron Man”, do Black Sabbath, “Back in Black”, do AC/DC, além da tradicional versão metal de “In the Hall of the Mountain King”, peça clássica do norueguês Edvard Grieg, de 1876. Já “Blitzkrieg Bop”, do Ramones, foi executada na íntegra e recebida com grande entusiasmo pelo público, que acompanhou com gritos de “hey ho, let’s go”.
O mesmo ocorreu em “Bad Habit”, uma das musicas mais pesadas do Offspring, e que proporcionou um dos momentos mais legais do show, quando o vocalista Dexter Holland interrompeu a execução da música, em sua parte final, para interagir com a banda e o público e retomar a canção de maneira feroz. Como tudo é equilíbrio, a balada “Gone Away”, surgiu cantada a plenos pulmões, para trazer um pouco de calma ao recinto.
O sucesso “Why Don’t You Get a Job” “roubado” de “Ob-La-Di, Ob-La-Da” dos Beatles veio depois, seguida da pesada “(Can’t Get My) Head Around You”, do “Splinter”, e do clássico “Fuck Yeah” promovido por Noodles, que canta à capela com o público a expressão em inglês e introduz de maneira brilhante o hit “Pretty Fly (for a White Guy)”, certamente um dos pontos altos da apresentação.
Logo depois, o público foi à loucura com “The Kids Aren’t All Right”, hit responsavel por encerrar a primeira parte do show antes do bis. No retorno ao palco, a banda tocou “You’re Gonna Go Far, Kid”, do álbum “Rise and Fall, Rage and Grace” (2008), e a icônica “Self Esteem”, do “Smash”, que serviu para lavar a alma e fazer o público voltar em paz para casa e a realidade do dia a dia após 1h20 de felicidade.
O palco, por sua vez, contou com uma cenografia vibrante, incluindo bonecos de caveiras e outros elementos visuais que remetem ao novo trabalho da banda e evidenciam o maior investimento na parte de entretenimento, que incluiu ainda efeitos de fogo no palco, muito papel picado voando e até bolas de vinil para o público brincar durante o hit “Why Don’t You Get a Job?”, na parte final da apresentação.
Interessante também foram os conteúdos elaborados para os 30 minutos de espera entre o show do Sublime e do Offspring, com os telões exibindo animações das músicas em formato de videogame, quiz sobre curiosidades da banda, entre outras interações que ajudam a amenizar os perrengues de ir a shows em festivais e estádios.
Embora a turnê tenha como mote o álbum “Supercharged”, lançado no ano passado, o setlist privilegiou clássicos como “The Kids Aren’t All Right”, “Come Out and Play” e “Self Esteem”, além de músicas mais raras no setlist dos últimos anos, como “Mota”, do álbum “Ixnay the Hombre” (1997), e “Gone Away”, do “Smash” (1994), que não eram tocadas ao vivo desde 2019 e 2020, respectivamente, segundo o site setlist.fm. Apenas duas faixas do disco mais recente foram incluídas no repertório, “Make It All Right” e “Come to Brazil”.
Foi o terceiro show do Offspring nesta passagem pelo país. Belo Horizonte, na quarta-feira (5), e Rio de Janeiro, na quinta-feira (6), já tinham recebido os artistas. Agora na agenda há Curitiba, onde se apresenta neste domingo (9), ao lado do mesmo lineup de bandas que tocaram na capital paulista: Sublime, Rise Against, The Damned, Amyl and the Sniffers e The Warning. Na terça-feira (11), a turnê chega a Porto Alegre, com abertura das mexicanas do The Warning.

Offspring e a turnê “Supercharged Worldwide in ’25” no Brasil
BELO HORIZONTE
Quando: 5 de março
Onde: BeFly Hall (av. Nossa Sra. do Carmo, 230, Belo Horizonte, MG)
Quanto: esgotado
Mais informações: eventim.com.br
CURITIBA
Quando: 9 de março
Onde: Pedreira Paulo Leminski (r. João Gava, 970, Curitiba, PR)
Quanto: R$ 345 a R$ 690
Mais informações: eventim.com.br
PORTO ALEGRE
Quando: 11 de março
Onde: Pepsi on Stage (av. Severo Dullius, 1.995, Anchieta, Porto Alegre, RS)
Quanto: R$ 345 a R$ 690
Mais informações: eventim.com.br