Ney Matogrosso protagonizou um dos momentos mais tocantes das homenagens a Cazuza nesta segunda-feira (7), dia em que se completaram 35 anos da morte do poeta do rock. O artista de 83 anos participou de um bate-papo especial dentro da exposição “Cazuza Exagerado”, no shopping Leblon, no Rio, ao lado de Lucinha Araújo, 88 anos, mãe do eterno poeta.
Durante a conversa, mediada pelo curador da mostra, Ramon Nunes Mello, Ney interpretou duas canções: “Poema”, sucesso póstumo escrito por Cazuza para a avó e musicado por Frejat, e “Balada do Louco”, clássico dos Mutantes que era uma das músicas favoritas do ex-vocalista do Barão Vermelho. Lucinha Araújo, que preside a Sociedade Viva Cazuza, se emocionou com a homenagem. “‘Poema’ eu acho linda, apesar de não ter sido feita pra mim”, disse ela.
Ney Matogrosso e Cazuza tiveram um romance no fim da década de 1970, e a amizade entre Ney e Lucinha Araújo se manteve forte desde então. “Mantenho contato com todos eles”, afirmou Lucinha sobre os amigos do filho. Pelas redes sociais, Ney também publicou uma homenagem, relembrando uma foto ao lado do amigo.
O evento desta segunda, batizado de “Cazuza Day”, ainda contou com a participação de George Israel, ex-integrante do Kid Abelha e um dos principais parceiros do compositor. Ele cantou e tocou no saxofone clássicos como “Brasil” e “Solidão Que Nada”, ambas de 1987. O cantor Tiago Pantaleão também se apresentou, com releituras de sucessos do artista.
A homenagem aconteceu dentro da maior mostra já realizada sobre a vida e obra do cantor, que morreu em 7 de julho de 1990, aos 32 anos, por um choque séptico causado pela Aids. A exposição “Cazuza Exagerado”, em cartaz no terraço do shopping Leblon, oferece uma imersão afetiva e sensorial em sua trajetória.
Com curadoria de Ramon Nunes Mello, o espaço de 1.500 m² é dividido em nove salas interativas. Os visitantes podem ver de perto cerca de 700 itens do acervo pessoal do artista, preservados por Lucinha Araújo, como a roupa de batismo, sua máquina de escrever, roupas icônicas de shows, desenhos e cartas.
Ambientes cenográficos recriam locais marcantes, como o camarim do show “O Tempo Não Pára” (1988) e a pizzaria que ele frequentava. A tecnologia também é usada para aumentar a imersão, com um holograma projetando o artista no palco do histórico show no Canecão e fotos animadas por inteligência artificial. A mostra conta ainda com depoimentos em vídeo de nomes como Caetano Veloso e Gilberto Gil.
A exposição celebra os 40 anos do início da carreira solo do compositor e faz parte de uma série de iniciativas que relembram sua obra nos 35 anos de sua morte, incluindo um documentário e um musical. A mostra fica em cartaz no Rio de Janeiro até 31 de agosto, e depois segue para São Paulo.
As homenagens a Cazuza continuam nesta semana. Na sexta-feira (11), o Circo Voador recebe o show “Viva Cazuza!”, com a banda Cajueiros (formada por George Israel, Guto Goffi, Arnaldo Brandão e Nilo Romero) e as participações especiais de Ney Matogrosso e Sandra Sá. Os ingressos para esta apresentação já estão esgotados.
Exposição ‘Cazuza Exagerado’
Quando: até 31 de agosto de 2025
Onde: Terraço do shopping Leblon (av. Afrânio de Melo Franco, 290, Leblon, zona sul, Rio de Janeiro, RJ)
Quanto: a partir de R$ 30
Horário: segunda a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 13h às 21h
Mais informações: feverup.com
Show ‘Viva Cazuza!’
Quando: 11 de julho de 2025
Onde: Circo Voador (r. dos Arcos, s/n, Lapa, Rio de Janeiro, RJ)
Quanto: esgotado
Mais informações: eventim.com.br



