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Tihuana promete ‘muita pressão da tropa’ em show da turnê de 25 anos de ‘Ilegal’

Banda celebra disco de estreia com turnê pelo Brasil, com início neste sábado na Vibra São Paulo

Baixista Román (esq.), vocalista Egypcio (centro) e baterista PG em ensaio do Tihuana no estúdio Artsy, em São Paulo | Amon Borges - 3.abr.2025/Portal Lineup
Baixista Román (esq.), vocalista Egypcio (centro) e baterista PG em ensaio do Tihuana no estúdio Artsy, em São Paulo | Amon Borges - 3.abr.2025/Portal Lineup

Fui conferir o ensaio do Tihuana, na quinta-feira (3), dois dias antes do primeiro show da turnê de celebração dos 25 anos do álbum “Ilegal” (2000) neste sábado (5), na Vibra São Paulo. O show na zona sul da capital paulista marca o retorno da formação original aos palcos após oito anos de hiato e vai revisitar na íntegra o disco de estreia que lançou o grupo ao sucesso.

Ir ao estúdio Artsy, na Vila Madalena, para ver os preparativos fez relembrar os tempos áureos da MTV Brasil. Logo de cara, ao subir começar a subir as escadas de uma grande casa, um homem ao fim dela pergunta. “Veio para o Tihuana? Pode subir”. Era Chuck Hipolitho, baterista da banda de rock Forgotten Boys e ex-VJ do canal de música. Ele é o dono do estúdio, que naquele mesmo dia já havia recebido os suecos do The Hives.

Egypcio (vocal), Román (baixo), Leo (guitarra), PG (bateria) e Baía (percussão) vão apresentar hits de outrora como “Praia Nudista”, “Pula!”, “Que Ves?”, “Tropa de Elite” e “Eu Vi Gnomos”, além de outras canções que marcaram a trajetória da banda. No palco, eles vão ter ainda a companhia de um trio de metais com saxofone, trompete e trombone –formado por Marcelo e Reginaldo, do Funk como Le Gusta, e Roddy, do Skamoondongos–, além do guitarrista Leo Rota, companheiro de Egypcio na banda Cali.

“O público pode esperar muita pressão, porque vão ser nove cabeças no palco. É uma tropa ali. A rapazeada ali com sangue nos olhos, a banda já tem pressão, já tem aquela energia, e a gente vem com esse reforço”, diz o baixista Román ao Portal Lineup.

Formado em 1999, o Tihuana anunciou a separação em 2017. Com seis álbuns de estúdio e um disco ao vivo lançados entre 2000 e 2013, o quinteto conquistou um público fiel com sua sonoridade que mistura rock, hardcore e influências de outros gêneros. “Isso que vai ser legal, shows, fazer festivais. É nostálgico”, diz Egypcio.

O repertório ensaiado conta com 18 itens, tendo uma introdução com a música de Manu Chao: “Welcome to Tijuana”. No setlist ainda figura “Clandestino”, uma releitura de um dos sucessos também do franco-espanhol, que o Tihuana gravou no primeiro álbum. Román deu outro spoiler: Leo, que começou a tocar piano na pandemia de Covid, vai tocar o instrumento em “Um Dia de Cada Vez”. Vai ser o momento “Leoton John”, brinca o baixista argentino em referência a sir Elton John.

A turnê tem previsão de passar por, pelo menos, 25 cidades do Brasil, incluindo Rio de Janeiro, Porto Alegre, Florianópolis, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador, Natal, Fortaleza e Brasília. “Nossa expectativa está altíssima e sei que vamos nos divertir, comemorar, rever pessoas, fãs e amigos por onde passarmos. Vamos ter arranjos novos, então vai ser um show bem diferente, inclusive para gente, mas mantendo a metaleira irada do Tihuana”, afirma Egypcio.

“Bandas são como um casamento, e todo casamento tem as suas diferenças. Começamos a ter isso, por isso a pausa, e ficamos um bom tempo sem se falar. Isso causou uma falta ao longo do tempo, acho que até por estresse de todos os sentidos, especialmente da estrada que é tão cansativa e é puxada. E o Tihuana vivia na estrada. Também senti que cada um já estava fazendo alguma coisa fora a banda”, explica o vocalisa em entrevista à Rolling Stone Brasil.

“Em uma conversa lá em casa, a gente resolveu fazer essa tour que ao mesmo tempo é comemorativa e despedida, porque não tivemos tempo de fazer isso com a minha saída em 2017. É uma coisa que os fãs sempre cobraram muito, sempre perguntavam, falavam: ‘pô, por que vocês não fazem?’”, explica Egypcio.

“Tropa de Elite” é uma das músicas mais conhecidas por embalar o filme homônimo lançado em 2007. O longa, dirigido por José Padilha e protagonizado por Wagner Moura, na pele do capitão Nascimento, traz uma trama que mostra o dia a dia do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e da segurança pública no Rio de Janeiro.

Antes de iniciar esta turnê especial, o Tihuana já havia sinalizado seu retorno aos palcos com uma apresentação no 89 Rock Boat, evento em alto-mar realizado em dezembro e promovido pela rádio 89. Na ocasião, a banda dividiu o palco com nomes como Jota Quest, Nando Reis, Ultraje a Rigor, Humberto Gessinger, Detonautas, antecipando o que os fãs poderiam esperar para a celebração dos 25 anos de “Ilegal”.

Datas da turnê do Tihuana em 2025

5/4 – Vibra São Paulo (vendas abertas)
31/5 – Multi Arena – Campinas (vendas abertas)
9/8 – BeFly Hall – Belo Horizonte (vendas abertas)
21/6 – São Tomé das Letras (vendas em breve)
4/7 – Mogi das Cruzes (vendas em breve)
5/7 – Curitiba (vendas em breve)
11/7 – Natal (vendas em breve)
12/7 – Fortaleza (vendas em breve)
13/7 – Salvador (vendas em breve)
23/8 – São José dos Campos (vendas em breve)
5/9 – Porto Alegre (vendas em breve)
6/9 – Florianópolis (vendas em breve)
27/9 – Somos Rock – São Paulo (vendas abertas)

Tihuana – Turnê ‘Ilegal’

Quando: 5 de abril de 2025
Onde: Vibra São Paulo (av. das Nações Unidas, 17.955, São Paulo, SP)
Quanto: R$ 70 a R$ 420
Mais informações: uhuu.com.br

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