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Sabrina Carpenter brinca com Luísa Sonza e vive auge com hits no Lollapalloza

Cantora celebrou primeira vez como atração principal no país com dinâmica teatral e referências aos anos 1980

Cantora norte-americana Sabrina Carpenter em show no palco Budweiser, na 13ª edição do Lollapalooza Brasil, no autódromo de Interlagos, em São Paulo | Amon Borges - 20.mar.2026/Portal Lineup
Cantora norte-americana Sabrina Carpenter em show no palco Budweiser, na 13ª edição do Lollapalooza Brasil, no autódromo de Interlagos, em São Paulo | Amon Borges - 20.mar.2026/Portal Lineup

Sabrina Carpenter encerrou a primeira noite da 13ª edição do Lollapalooza Brasil com uma performance que marcou sua estreia como atração principal no país. Nesta sexta-feira (20), no palco Budweiser, a artista norte-americana transformou o autódromo de Interlagos em um cenário de televisão retrô, apresentando um show visualmente elaborado para uma multidão que a acompanhou durante quase uma hora e meia.

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A estética da apresentação foi fundamentada no conceito de um programa de auditório de décadas passadas, com telões que simulavam transmissões de telejornais antigos sob a marca “SC News”. Sabrina surgiu no palco após um prelúdio visual, utilizando figurinos que evocavam o estilo clássico de meados do século passado, enquanto passarelas e diferentes níveis de cenário permitiam que a cantora explorasse a estrutura montada para o festival.

Um dos momentos de maior repercussão nas redes sociais ocorreu durante a faixa “Juno”. Seguindo o roteiro de sua turnê atual, Sabrina encenou a “prisão” de uma celebridade presente na plateia por estar “gostosa demais”. No Brasil, a escolhida foi a cantora Luísa Sonza, que apareceu no telão sendo algemada com adereços rosa de pelúcia. A aparição da brasileira dividiu o público, gerando um misto de vaias e aplausos que ecoou pelo gramado.

Essa dinâmica já se tornou uma marca das performances de Sabrina pelo mundo, funcionando como um alívio cômico e teatral. Em passagens recentes, ela já realizou a mesma interação com a argentina Maria Becerra e a DJ Horsegiirl no Chile, além de ter feito o mesmo com Chappell Roan em shows nos Estados Unidos. O roteiro é uma extensão das letras de seu repertório recente, que prioriza o sarcasmo e a autoconfiança.

Embora tenha apenas 26 anos, a trajetória de Sabrina até o topo do lineup em Interlagos foi construída ao longo de uma década. A ex-estrela mirim da Disney, que começou postando covers no YouTube, precisou de cinco álbuns de estúdio até atingir o sucesso global de “Espresso” e “Please Please Please”, faixas que dominaram as paradas entre 2024 e 2025.

O show marcou o reencontro da artista com os brasileiros em uma fase de alta popularidade. Desde 2017, Sabrina esteve no país em quatro ocasiões, incluindo aberturas para Ariana Grande e para Taylor Swift em 2023. No entanto, foi nesta edição do festival que ela se apresentou, pela primeira vez, como a atração principal absoluta de uma noite, demonstrando maturidade cênica e domínio de palco diante de um público numeroso.

Musicalmente, o setlist foi centrado nos discos “Short n’ Sweet” e “Man’s Best Friend”, trabalhos que renderam à cantora suas primeiras estatuetas do Grammy. A sonoridade apresentada transitou entre o pop sintetizado dos anos 1980 e incursões pelo country em faixas como “Slim Pickins”, demonstrando uma versatilidade vocal que foi do tom debochado de “Taste” à técnica exigida em baladas como “Nobody’s Son”.

A interação com os fãs foi constante e carismática. Sabrina brincou que o público brasileiro era “muito distrativo” devido à energia vinda da grade e tentou entender palavras em português gritadas pela plateia. Enquanto ostentava uma bandeira do país personalizada, ela conduziu o engajamento dos fãs mesmo nos segmentos mais lentos da apresentação, como o bloco acústico onde tocou “Never Getting Laid”.

Em termos de produção, o espetáculo foi um dos mais complexos tecnicamente deste primeiro dia de festival. O uso de vídeos pré-gravados que simulavam comerciais vintage, como um spray que “repele homens imaturos”, servia como transição para as trocas de figurino. A narrativa visual foi calculada para criar uma piada interna constante com a audiência, reforçando a persona de popstar que a artista consolidou recentemente.

O encerramento com o hit “Espresso”, acompanhado por uma queima de fogos, selou a atmosfera da noite. A música, que se tornou onipresente em plataformas digitais ao redor do mundo, foi o ponto de maior participação popular, fechando o show com a energia elevada e reafirmando o amadurecimento artístico de Sabrina, que ocupou com facilidade o posto de headliner da noite de abertura.

A noite coroou um dia marcado pela diversidade sonora em Interlagos. Antes do pop dominar o palco principal, o festival abriu caminhos para o rap de Negra Li e a estreia de Doechii. O rock também teve seu espaço garantido com as apresentações densas de Deftones e Interpol no palco Samsung Galaxy.

A programação continua neste sábado (21), trazendo nomes como Chappell Roan e o produtor Skrillex. O segundo dia de atividades também contará com o retorno de Lewis Capaldi ao país e os shows de Cypress Hill, Turnstile e King Gizzard & the Lizard Wizard, mantendo a rotatividade de gêneros que é característica do festival na zona sul de São Paulo.

No domingo (22), o encerramento desta edição fica sob a responsabilidade de Lorde e Tyler, the Creator. O lineup do último dia ainda reserva espaço para a música alternativa do Fontaines D.C., o pop de Marina Sena e o indie de BadBadNotGood, fechando o ciclo de três dias de música intensa no autódromo.

Ao fim da apresentação, a sensação deixada por Sabrina Carpenter foi a de um espetáculo executado com precisão. A cantora provou que sua ascensão não foi fruto apenas de virais, mas de um preparo que agora a coloca no mesmo patamar das principais artistas do gênero, capazes de comandar um festival do porte do Lollapalooza com autoridade e carisma diante de uma multidão.

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Setlist de Sabrina Carpenter no Lollapalooza 2026

  1. Busy Woman
  2. Taste
  3. Good Graces
  4. Slim Pickins
  5. Manchild
  6. Coincidence
  7. Never Getting Laid (Acoustic)
  8. Because I Liked a Boy
  9. House Tour
  10. Tears
  11. Feather
  12. Nobody’s Son
  13. Bed Chem
  14. Juno
  15. Please Please Please
  16. Don’t Smile
  17. Espresso
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