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Mundo Livre S/A leva manguebeat e tom político ao Lollapalooza sob sol forte

Banda pernambucana, uma das fundadoras do movimento, apostou nos hits em sua estreia no festival

Vocalista e guitarrista Fred Zero Quatro durante show da banda Mundo Livre S/A no palco Budweiser, na 13ª edição do Lollapalooza Brasil, no autódromo de Interlagos, em São Paulo | 22.mar.2026/Divulgação
Vocalista e guitarrista Fred Zero Quatro durante show da banda Mundo Livre S/A no palco Budweiser, na 13ª edição do Lollapalooza Brasil, no autódromo de Interlagos, em São Paulo | 22.mar.2026/Divulgação

O Mundo Livre S/A, uma das bandas fundadoras do manguebeat, levou seu som de contestação ao Lollapalooza Brasil na tarde deste domingo (22). Em sua estreia no festival, o grupo pernambucano subiu ao palco Budweiser e, sob um sol de 30 graus, apresentou um repertório que atravessou seus mais de 40 anos de história.

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Após um breve ajuste técnico, a banda abriu a apresentação com “Manguebit”, seguida de “Rios (Smart Drugs), Pontes & Overdrives” e uma versão de “Oba, Lá Vem Ela”, de Jorge Ben Jor, diante de um público que começava a se reunir no autódromo de Interlagos.

O show ganhou mais corpo a partir de “Pastilhas Coloridas”, cujo groove contagiou a plateia. A energia subiu com o medley “Compromisso de Morte / Girando em Torno do Sol”, que trouxe uma atmosfera mais rock ‘n’ roll para a apresentação.

Comandando o grupo, o vocalista Fred Zero Quatro conduziu a performance com naturalidade, focando na execução direta das músicas. O repertório avançou por diferentes fases da carreira, sustentado pela mistura de punk, funk e samba que é a assinatura da banda.

A história do Mundo Livre S/A se confunde com a do próprio manguebeat. Fundada em 1984, a banda, cujo nome foi ironicamente inspirado em discursos do ex-presidente norte-americano Ronald Reagan, foi uma das pioneiras do movimento ao lado de Chico Science & Nação Zumbi, com Fred Zero Quatro sendo um dos autores do manifesto “Caranguejos com Cérebro”.

Um dos momentos que conectou a banda com o público mais jovem foi a execução de “Meu Esquema”. A canção, que foi regravada recentemente pela banda Lagum, teve seu refrão rapidamente assimilado pela plateia, mostrando a atemporalidade da composição.

Na reta final, o tom político, sempre presente no trabalho do grupo, ganhou mais destaque. “O Mistério do Samba”, “Terra Escura” e “Super Homem Plus” — esta acompanhada por projeções com críticas à política externa dos Estados Unidos e em apoio à Palestina — consolidaram a sequência de clássicos, antes do encerramento com “Livre Iniciativa”.

A apresentação da banda pernambucana abriu os trabalhos no palco principal no último dia do Lollapalooza. A noite de encerramento do festival teve como grande atração o rapper norte-americano Tyler, the Creator, em sua aguardada estreia solo no Brasil após um cancelamento em 2018. O domingo ainda conta com os shows da neozelandesa Lorde, da DJ sul-coreana Peggy Gou e da banda de hardcore Turnstile.

O festival começou na sexta-feira (20) com as apresentações de Deftones e Sabrina Carpenter. Já o sábado (21) foi marcado pelos shows de Chappell Roan, Lewis Capaldi e do produtor Skrillex.

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