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Interpol faz show de rock elegante, cheio de riffs e com música nova no Lollapalooza

Banda de Nova York tocou faixa inédita com Daniel Kessler nos vocais e teve substituição na bateria

Vocalista Paul Banks em show da banda norte-americana Interpol no palco Samsung Galaxy, na 13ª edição do Lollapalooza Brasil, no autódromo de Interlagos, em São Paulo | 20.mar.2026/Divulgação
Vocalista Paul Banks em show da banda norte-americana Interpol no palco Samsung Galaxy, na 13ª edição do Lollapalooza Brasil, no autódromo de Interlagos, em São Paulo | 20.mar.2026/Divulgação

Sem alarde, o Interpol subiu ao palco Samsung Galaxy no fim da tarde desta sexta-feira (20) no Lollapalooza Brasil e entregou o que o público esperava no autódromo de Interlagos, em São Paulo: um show competente, elegante e guiado por riffs de guitarras cortantes, marca registrada da banda norte-americana desde o início dos anos 2000.

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Formado em Nova York no fim dos anos 1990, o grupo despontou no começo da década seguinte no mesmo cenário que revelou bandas como The Strokes e Yeah Yeah Yeahs. O primeiro disco, “Turn On the Bright Lights” (2002), ajudou a recolocar o pós-punk em evidência e consolidou a identidade do Interpol em meio ao boom do indie nos anos 2000, com uma sonoridade densa e contida.

No Lollapalooza, a apresentação começou com “All the Rage Back Home” e percorreu diferentes fases da carreira da banda. Clássicos como “Obstacle 1” e “Evil”, dos álbuns Turn “On the Bright Lights” e “Antics” (2004), surgiram entre os momentos mais celebrados pelo público, que acompanhou as melodias sombrias em coro absoluto sob o pôr do sol paulistano.

Também apareceram no repertório músicas que marcaram época, como “Slow Hands”, “Rest My Chemistry” e “The Rover”. A estrutura da apresentação foi pensada para satisfazer tanto os fãs mais dedicados quanto os ouvintes casuais que circulavam pelo festival, mantendo a cadência e o rigor técnico que são pilares das composições do trio nova-iorquino.

Sem recorrer a grandes elementos de palco — apenas jogos de luz e um telão preto e branco — o grupo, que conta com um tecladista de apoio nos shows, apostou na força de suas canções para conduzir a experiência. Paul Banks (vocalista e guitarrista) falou pouco entre as músicas, permitindo que a atmosfera sonora conduzisse o ritmo da apresentação de cerca de 1h15.

“Me desculpe por não saber falar português. Estou trabalhando nisso”, disse o vocalista, arriscando uma das poucas interações diretas com a plateia em Interlagos. A postura introspectiva de Banks, sempre acompanhada pelo guitarrista Daniel Kessler, reforçou a sobriedade visual de ternos escuros que a banda ostenta desde sua fundação.

A apresentação também chama a atenção pela formação atual da turnê. O baterista original Sam Fogarino ficou de fora da agenda latino-americana por problemas na coluna e foi substituído por Urian Hackney. O músico já havia assumido o posto nos shows realizados na edições do Lolla no Chile e na Argentina, na semana passada, e no Asunciónico, no Paraguai, na última terça (17).

Uma das grandes novidades do setlist foi a execução de “See Out Loud”, canção inédita que o grupo apresentou pela primeira vez ao vivo na quinta (19), na Audio, também na capital paulista. Na faixa, Daniel Kessler assumiu os vocais principais, um movimento raro na obra da banda, que costuma ter Banks como a voz central em praticamente todo o seu catálogo.

O hit indie “PDA” fechou a apresentação com as guitarras de Daniel Kessler brilhando nos riffs finais. O encerramento coroou uma performance que evitou artifícios visuais complexos para focar no diálogo harmônico entre os instrumentos, característica que permitiu ao Interpol se manter como um dos nomes mais respeitados de sua geração.

Esta foi terceira passagem do Interpol pela versão brasileira do Lollapalloza, já que eles entraram em cena também em 2015 e 2019. festival brasileiro aconteceu logo depois de um sideshow realizado na Audio, em São Paulo, com abertura da banda Viagra Boys. A turnê marca o reencontro dos americanos com o público local após a série de shows que celebrou os aniversários de seus discos lançados em 2002 e 2004, reafirmando a conexão do grupo com o Brasil.

O primeiro dia desta edição do evento contou ainda nesta sexta com o peso do Deftones e o encerramento pop de Sabrina Carpenter no palco Budweiser. O lineup do dia de abertura ainda teve as performances de Doechii, Negra Li e o reggae de Edson Gomes.

A programação continua neste sábado (21), com o fenômeno Chappell Roan, o produtor Skrillex e o retorno de Lewis Capaldi. Já no domingo (22), o encerramento ocorre com os aguardados shows de Lorde e Tyler, the Creator no autódromo.

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Setlist do Interpol no Lollapalooza 2026

  1. All the Rage Back Home
  2. No I in Threesome
  3. C’mere
  4. The Rover
  5. Rest My Chemistry
  6. Obstacle 1
  7. See Out Loud
  8. Evil
  9. Slow Hands
  10. Narc
  11. Roland
  12. Not Even Jail
  13. PDA
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