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Cypress Hill une raízes latinas a energia hardcore em show no Lollapalooza

No palco Samsung Galaxy, expoentes do rap celebraram legado dos anos 90 com mosh pit e versões de clássicos do rock

Rapper norte-americano B-Real em show do grupo Cypress Hill no palco Samsung Galaxy, na 13ª edição do Lollapalooza Brasil, no autódromo de Interlagos, em São Paulo | 21.mar.2026/Divulgação
Rapper norte-americano B-Real em show do grupo Cypress Hill no palco Samsung Galaxy, na 13ª edição do Lollapalooza Brasil, no autódromo de Interlagos, em São Paulo | 21.mar.2026/Divulgação

O Cypress Hill trouxe sua mistura característica de hip-hop e peso para a 13ª edição do Lollapalooza Brasil neste sábado (21). No palco Samsung Galaxy, o grupo californiano — formado por B-Real, Sen Dog, Eric Bobo e DJ Lord — entregou uma apresentação no autódromo de Interlagos que reafirmou sua relevância como um dos nomes mais sólidos do gênero.

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A trajetória do quarteto remete ao fim da década de 1980, mais precisamente 1988, quando surgiram em South Gate, na Califórnia. Com o lançamento do álbum autointitulado em 1991 e o estouro de “Black Sunday” em 1993, o Cypress Hill tornou-se o primeiro grupo de rap latino a conquistar um disco de platina nos Estados Unidos, abrindo caminhos para uma fusão rítmica que ainda hoje dita o tom de suas performances ao vivo.

A dinâmica vocal entre os integrantes é um dos pilares do show. Enquanto B-Real utiliza sua voz aguda e anasalada para ditar o ritmo das letras, Sen Dog traz o contraponto com rimas graves e pausadas. Essa combinação ficou evidente em clássicos como “Hand on the Pump” e “Cock the Hammer”, que conduziram a primeira metade do set com batidas lentas e ricas em samples psicodélicos.

As raízes latinas foram celebradas através do “spanglish”, a mistura de inglês e espanhol presente em hinos como “Tequila Sunrise” e “Latin Lingo”. O grupo também aproveitou a passagem por São Paulo para mostrar uma composição inédita que fará parte do próximo disco, anunciado como um projeto totalmente cantado em espanhol, reforçando a identidade cultural que carregam desde a formação.

A força rítmica da banda foi personificada por Eric Bobo, percussionista que também domina a bateria e é filho da lenda do jazz latino Willie Bobo. Durante a apresentação, Bobo realizou um duelo instrumental com o DJ Lord, integrante do Public Enemy.

O clima de show de hip-hop deu lugar ao peso do hardcore quando B-Real provocou a audiência sobre o desejo de ouvir algo mais agressivo. A execução de “Can’t Get The Best of Me” motivou o vocalista a descer do palco e cantar com os fãs na grade.

A conexão com o rock foi selada com as versões de “Bombtrack”, do Rage Against the Machine, e “How I Could Just Kill a Man”, um sucesso original do Cypress Hill que ganhou uma famosa releitura do grupo de Zack de la Rocha.

Rapper norte-americano Sen Dog em show do grupo Cypress Hill no palco Samsung Galaxy, na 13ª edição do Lollapalooza Brasil, no autódromo de Interlagos, em São Paulo | 21.mar.2026/Divulgação
Rapper norte-americano Sen Dog em show do grupo Cypress Hill no palco Samsung Galaxy, na 13ª edição do Lollapalooza Brasil, no autódromo de Interlagos, em São Paulo | 21.mar.2026/Divulgação

Como parte indissociável de sua estética, a cultura da cannabis foi celebrada através de hinos como “I Wanna Get High”, “Dr. Greenthumb” e “Hits From the Bong”. O maior sucesso comercial do grupo, “Insane in the Brain”, foi recebido com entusiasmo pela plateia, consolidando o clima de ritual coletivo que o quarteto promove em seus palcos ao redor do mundo.

O encerramento ficou por conta de “Jump Around”, clássico do House of Pain que o grupo frequentemente inclui em seus sets. Antes de explodir no refrão, B-Real comandou a interação clássica com o público, pedindo para que todos os presentes se agachassem. Ao comando do vocalista, a plateia pulou em sincronia, seguindo à risca a proposta rítmica do título da canção e finalizando o show com energia elevada.

Para os fãs interessados em uma experiência mais longa, o Cypress Hill realiza um show solo neste domingo (22), na Audio, em São Paulo. A apresentação faz parte da série dos Lolla sideshows e promete um repertório focado na discografia clássica do grupo, permitindo um mergulho mais profundo na história de uma das bandas mais influentes da cultura urbana global.

O segundo dia desta edição também contou com a estreia de Lewis Capaldi e a performance teatral de Marina no palco Budweiser. O sábado ainda teve a presença nacional da baiana Agnes Nunes e foi encerrado pelo fenômeno pop Chappell Roan e pelo set eletrônico de Skrillex.

A abertura do Lollapalooza, na sexta-feira (20), focou o rock do Deftones e o pop de Sabrina Carpenter, que protagonizou um momento curioso ao “prender” Luísa Sonza no palco. A estreia de Doechii e as apresentações de Negra Li e Edson Gomes também garantiram a diversidade rítmica no início das atividades.

A programação se encerra neste domingo (22), com os aguardados shows de Lorde e Tyler, the Creator. O último dia de atividades em Interlagos ainda reserva espaço para a energia visceral do Turnstile e as melodias de Djo, fechando o ciclo de três dias de música intensa na zona sul de São Paulo.

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Setlist de Cypress Hill no Lollapalooza 2026

  1. When the Shit Goes Down
  2. Shoot ‘Em Up
  3. Hand on the Pump
  4. Tequila Sunrise
  5. Roll It Up, Light It Up, Smoke It Up
  6. I Wanna Get High
  7. Dr. Greenthumb
  8. Hits from the Bong
  9. Lowrider
  10. Can’t Get The Best of Me
  11. Bombtrack (Rage Against the Machine cover)
  12. How I Could Just Kill a Man
  13. Insane in the Brain
  14. (Rock) Superstar
  15. Jump Around (House of Pain cover)

Cypress Hill em SP (Lolla Sideshow)

Quando: 22 de março de 2026
Onde: Audio (av. Francisco Matarazzo, 694, Água Branca, São Paulo, SP)
Quanto: R$ 180 a R$ 400
Mais informações: ticket360.com.br

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