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João Gomes e Iza cantam ‘Anunciação’, de Alceu Valença, em show no Réveillon de Copacabana

Dueto aconteceu após a queima de fogos para celebrar a virada do ano; noite no Rio teve ainda Gil, Ney, Belo e Alcione

João Gomes (esq.) recebe Iza em show no palco Rio, na praia de Copacabana, na festa de Réveillon do Rio de Janeiro | 1º.jan.2026/Divulgação
João Gomes (esq.) recebe Iza em show no palco Rio, na praia de Copacabana, na festa de Réveillon do Rio de Janeiro | 1º.jan.2026/Divulgação

A primeira apresentação no palco principal do Réveillon de Copacabana após a queima de fogos foi de João Gomes, que recebeu Iza para uma parceria especial. Juntos, eles cantaram uma versão de “Anunciação”, clássico de Alceu Valença, em um dos encontros que marcaram a noite na praia do Rio de Janeiro.

O dueto entre os artistas, que também incluiu a canção “Lembrei de Nós”, foi um dos destaques da madrugada. Na sequência, Iza assumiu o palco para apresentar seu próprio hit, “Fé”, contagiando a multidão.

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Celebrando suas raízes, o artista pernambucano incluiu no repertório seus sucessos “Meu Pedaço de Pecado” e “Coração de Vaqueiro”. O jovem do piseiro também prestou um tributo a Chico Science (1966-1997) ao cantar “A Praieira”, da Nação Zumbi.

A apresentação no Rio encerrou uma jornada dupla para João Gomes. Horas antes, o músico já havia agitado o público no Réveillon da avenida Paulista, em São Paulo, de onde partiu em um jato particular para a capital fluminense.

Quem também encarou a ponte aérea foi Belo. O pagodeiro se apresentou na capital paulista e, mais cedo na noite de Copacabana, subiu ao palco para um encontro emocionante com Alcione, com quem cantou sucessos como “Reinventar” e “Você me Vira a Cabeça”.

Antes da virada, a noite foi marcada pelo encontro de Gilberto Gil e Ney Matogrosso. Em meio à sua turnê de despedida, “Tempo Rei”, Gil recebeu Ney para duetos em “Se Eu Quiser Falar com Deus” e “Esotérico”.

A madrugada em Copacabana seguiu com a apresentação de Alok, que comandou um espetáculo pirotécnico e de lasers. O show contou com 1.250 drones que projetaram no céu imagens do Cristo Redentor e do Pão de Açúcar, e teve a participação de seu parceiro musical Zeeba para cantar o hit “Hear Me Now”. O encerramento da festa ficou a cargo da bateria da Beija-Flor.

A comemoração do Ano-Novo, no entanto, não se restringiu ao palco principal. Na própria orla, o palco Samba recebeu nomes como Mart’nália e Diogo Nogueira. A festa se espalhou pela cidade com outros 11 palcos. No Flamengo, um tributo a Raul Seixas (1945-1989) reuniu Chico Chico e a DJ Vivi Seixas, filha do músico.

Para receber a multidão, estimada em mais de 2,5 milhões de pessoas, um grande esquema de segurança foi montado. A noite, no entanto, foi marcada por um contraste: enquanto os palcos celebravam a música, o mar em Copacabana estava agitado, com ondas de até 2,5 metros, segundo a Marinha, o que exigiu atenção dos bombeiros.

A celebração deste ano marcou a oficialização do Réveillon do Rio como o maior do mundo. “Não há lugar no mundo que faça festas em espaço público com a constância que faz o Rio”, disse o prefeito Eduardo Paes ao receber a honraria do Guinness Book.

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