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Chico Chico e Vivi Seixas cantam em show de tributo a Raul Seixas no Réveillon do Rio

Homenagem na praia do Flamengo contou ainda com Rick Ferreira, guitarrista que gravou álbuns com o roqueiro, e o cantor Baia

Cantor Chico Chico, guitarrista Rick Ferreira, cantor Mauricio Baia, DJ Vivi Seixas (esq. p/ dir.) em ensaio no palco montado na praia do Flamengo, na zona sul do Rio, para festa de Réveillon na cidade | 30.dez.2025/Divulgação
Cantor Chico Chico, guitarrista Rick Ferreira, cantor Mauricio Baia, DJ Vivi Seixas (esq. p/ dir.) em ensaio no palco montado na praia do Flamengo, na zona sul do Rio, para festa de Réveillon na cidade | 30.dez.2025/Divulgação

A obra de Raul Seixas (1945-1989) foi celebrada no palco montado na praia do Flamengo durante a festa de Réveillon do Rio de Janeiro. O show foi comandado pelo cantor Baia e teve como convidados especiais Chico Chico, filho de Cássia Eller, e a DJ Vivi Seixas, filha do Maluco Beleza. Juntos, eles levaram ao público clássicos como “Sociedade Alternativa”, “Metamorfose Ambulante” e “Aluga-se”.

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A performance, que começou por volta de 0h15, contou também com a participação do guitarrista Rick Ferreira, que tocou em quase todos os álbuns de Raul. “Ele é um grande ícone”, disse o músico em entrevista recente.

“Estou feliz demais que a gente vai virar o ano homenageando meu pai”, afirma Vivi Seixas ao Portal Lineup. “É uma experiência única para mim”. Para ela, a escolha dos convidados reforça os laços afetivos com a obra de seu pai, elogiando a participação de Chico Chico: “Eu acho um menino muito, muito, muito talentoso”.

Já Baia, que tem uma longa relação com a obra de Raul e já rodou o Brasil com o show “Baia Toca Raul”, costuma dizer: “Fazer parte desse legado é sempre emocionante”.

A homenagem no Rio acontece logo após o ano em que o artista, nascido em 1945 em Salvador, celebraria seu 80º aniversário. Considerado um dos pioneiros do rock no país, seu legado de 15 álbuns de estúdio e hinos como “Maluco Beleza” e “Tente Outra Vez” permanece vivo, imortalizado pelo famoso grito “toca Raul!”, ainda comum em shows por todo o Brasil.

A trajetória de Raul, no entanto, também foi marcada por uma intensa luta contra o alcoolismo, que agravou problemas de saúde como a diabetes. Em 21 de agosto de 1989, o músico foi encontrado morto em seu apartamento em São Paulo, aos 44 anos. A causa oficial foi uma pancreatite aguda. Seu último disco, “A Panela do Diabo”, uma parceria com Marcelo Nova, foi lançado poucos dias após sua morte.

Enquanto o Flamengo celebrava o rock, o epicentro da festa acontecia na praia de Copacabana, com uma série de encontros musicais. A noite teve a apresentação de Gilberto Gil e Ney Matogrosso, que cantaram juntos clássicos como “Esotérico”.

Na sequência, Belo e Alcione uniram o pagode e o samba. Logo após a queima de fogos, João Gomes subiu ao palco e recebeu Iza, com quem cantou “Anunciação”, de Alceu Valença.

A madrugada seguiu com o espetáculo tecnológico de Alok, que projetou o Cristo Redentor no céu com drones.

Além do palco principal, a própria orla de Copacabana contou com o palco Samba, que recebeu nomes como Mart’nália e Diogo Nogueira, e o palco Leme, dedicado à música gospel. A festa se estendeu por toda a cidade com outros 10 palcos em diferentes pontos, como parque Madureira, Piscinão de Ramos e Ilha do Governador.

O título de maior Réveillon do mundo, concedido pelo Guinness Book este ano, foi justificado pelos números. Segundo a prefeitura, a festa reuniu mais de 5,1 milhões de pessoas em todos os pontos da cidade, com 2,6 milhões apenas em Copacabana.

“Não há lugar no mundo que faça festas em espaço público com a constância que faz o Rio”, disse o prefeito Eduardo Paes.

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