- Publicidade -publicidade

Bad Bunny, o camisa 10 da música mundial, estreia no Brasil com show incrível

Em noite de salsa e reggaeton, cantor se emocionou e comandou um baile latino em um Allianz Parque lotado

Cantor porto-riquenho Bad Bunny em show de estreia no Brasil, com a turnê mundial "Debí Tirar Más Fotos", no Allianz Parque, em São Paulo | 20.fev.2026/Divulgação
Cantor porto-riquenho Bad Bunny em show de estreia no Brasil, com a turnê mundial "Debí Tirar Más Fotos", no Allianz Parque, em São Paulo | 20.fev.2026/Divulgação

Em uma noite que serviu como um convite para o Brasil abraçar de vez sua latinidade, Bad Bunny fez sua aguardada estreia nos palcos do país nesta sexta-feira (20). Diante de um Allianz Parque com ingressos esgotados, o artista porto-riquenho, hoje o camisa 10 da música mundial, entregou um espetáculo que transcendeu a música, transformando-se em uma celebração da identidade e do orgulho latino.

Leia também

“Eu não sabia o que esperar. Não sabia que teria tanta gente linda”, disse Benito Ocasio, de 31 anos, visivelmente emocionado com a recepção calorosa do público. “Eu estou muito feliz. Realizei meu sonho de visitar o Brasil. Muito obrigado por isso”, completou, arriscando frases em português.

Sua música costura as raízes da salsa e da plena com as batidas urgentes do trap e do reggaeton, e foi essa fusão que deu o tom da noite. Acompanhado pela banda Los Pleneros de la Cresta, o show começou com “La Mudanza” e rapidamente aqueceu a plateia com versões de “Callaíta” e “Nuevayol”, enquanto os músicos homenageavam o Brasil com trechos de “Garota de Ipanema” e “Mas que Nada”, de Jorge Ben Jor.

O espetáculo da turnê “Debí Tirar Más Fotos” é grandioso e dividido em atos. Um dos momentos mais aguardados é a transição para a Casita, um segundo palco na extremidade da pista que recria uma moradia porto-riquenha. Em um vídeo divertido nos telões, o mascote de sapo do cantor “provou” iguarias brasileiras como feijoada, pão de queijo e acarajé, preparando o público para a mudança de cenário.

Foi na Casita que o show se transformou em um baile de reggaeton a céu aberto. Vestindo uma camisa retrô da seleção brasileira de 1962, com o número 10 às costas, imortalizado por Pelé, ele enfileirou hinos como “Tití Me Preguntó”, “Yo Perreo Sola” e “Safaera”. “Só por essa noite, nós somos brasileiros e vocês são porto-riquenhos”, declarou o cantor.

Cantor porto-riquenho Bad Bunny em show de estreia no Brasil, com a turnê mundial "Debí Tirar Más Fotos", no Allianz Parque, em São Paulo | Amon Borges - 20.fev.2026/Portal Lineup
Cantor porto-riquenho Bad Bunny em show de estreia no Brasil, com a turnê mundial “Debí Tirar Más Fotos”, no Allianz Parque, em São Paulo | Amon Borges – 20.fev.2026/Portal Lineup

Seguindo uma tradição desta turnê, o artista escolheu uma canção para ser a “faixa exclusiva” da noite, e a escolhida para o público paulistano foi “Vete”, tornando a apresentação única.

O retorno ao palco principal foi marcado por um tom mais emotivo, com “Ojitos Lindos” e “La Canción”, esta última uma parceria com J Balvin. O ato final foi apoteótico, com a politizada “El Apagón” e o hit “DtMF”, quando Benito pediu para que todos guardassem os celulares para aproveitar o momento.

A vinda ao Brasil acontece no auge absoluto da carreira do porto-riquenho. Além de ser o artista mais ouvido do mundo no Spotify, ele protagonizou um show histórico no intervalo do Super Bowl, a final da NFL (a liga de futebol americano dos EUA).

A performance, a primeira a ser predominantemente em espanhol no evento, foi um manifesto cultural que celebrou a identidade latina, com participações de Lady Gaga e Ricky Martin, e uma mensagem final que ressignificou o lema “God Bless America”.

Essa postura crítica não é novidade. No Grammy de 2026, ele fez um discurso contundente contra o ICE (o serviço de imigração americano), em resposta às políticas de Donald Trump.

Inclusive, a decisão de não incluir os Estados Unidos no roteiro da turnê atual foi motivada pelo receio de que seus fãs pudessem sofrer repressão. Em vez de uma turnê pelos EUA, ele realizou uma longa residência de 30 shows em seu país natal, Porto Rico.

Bad Bunny faz um segundo show no Allianz Parque neste sábado (21), também com ingressos esgotados.

Leia também

Setlist do Bad Bunny em São Paulo (20.fev.2026)

Palco principal

  1. La Mudanza
  2. Callaíta
  3. Pitorro de Coco
  4. Weltita
  5. Turista
  6. Baile Inolvidable
  7. Nuevayol

La Casita

  1. Veldá
  2. Tití Me Preguntó
  3. Neverita
  4. Si Veo a Tu Mamá
  5. Voy a Llevarte pa PR
  6. Me Porto Bonito
  7. No Me Conoce (Jhayco cover)
  8. Bichiyal
  9. Yo Perreo Sola
  10. Efecto
  11. Safaera
  12. Diles
  13. Monaco
  14. Vete
  15. Café Con Ron

Palco principal

  1. Ojitos Lindos
  2. La Canción
  3. Kloufrens
  4. Dákiti
  5. El Apagón
  6. DtMF
  7. EoO

- Publicidade -publicidade
Leia Mais
- Publicidade -publicidade
- Publicidade -publicidade